Descomplicando para encontrar amor

Descomplicando para encontrar amor

Diz a escritora Thalita Rebouças que homens e mulheres são feitos de tipos de massinha diferentes. Acho essa definição perfeita, pois ela reflete, em forma de brincadeira, como os dois gêneros são tão diferentes. Essas diferenças são muito mais culturais do que genéticas ou anatômicas. É a partir das regras e costumes de cada cultura que homens e mulheres se constituem como tais, com determinados papéis e funções sociais. Desde a mais tenra infância podemos ver diferenças importantes na maneira como meninos e meninas são criados: nitidamente esperam-se coisas diferentes de cada gênero, e a cada gênero são ensinados modos distintos de se comportar.

Todas essas diferenças, que persistem ao longo da vida, naturalmente geram maneiras diferentes de homens e mulheres pensarem. Em uma olhada superficial, não é difícil percebermos que homens tendem a ser mais racionais e objetivos, enquanto mulheres geralmente são mais emocionais e subjetivas. Além disso, homens e mulheres têm jeitos diferentes de fazer amigos, de conhecer pessoas, de procurar namorado(a)…

Se os gêneros são tão diferentes assim, é natural que as relações amorosas tenham diversas dificuldades. Uma destas dificuldades vem justamente do fato de muitas vezes homens esperarem que mulheres pensem/ajam como eles e de mulheres esperarem que homens pensem/ajam como elas. Se ao longo de qualquer relacionamento sério esta pode ser uma fonte de desentendimento, durante a paquera ela pode levar a mal-entendidos fatais, que impedem a relação de começar.

Se tudo parece abstrato demais, um exemplo pode ajudá-los a entender o que quero dizer. Já recebi mensagens de mulheres quase indignadas, que se queixavam de homens que visualizavam seus perfis inúmeras vezes e não deixavam sequer uma mensagem. Ora, se eles pareciam ter interesse, já que viam o perfil repetidamente, por que não deixavam mensagens? Este era exatamente o questionamento delas. Recentemente, recebi a mensagem de um homem queixando-se do oposto. Ele havia gostado de um perfil e o acessou muitas vezes para sinalizar seu interesse. A queixa dele era a de que as mulheres sequer olhavam seu perfil para ver se gostavam dele. Embora não tenha deixado uma mensagem para as pretendentes, ele perguntava: “O que elas querem para saber que estou interessado?”.

Creio que este exemplo ilustra bem como esperar que a outra pessoa pense ou aja como você pode gerar mal-entendidos. O homem que citei achava que ver o perfil de uma mulher diversas vezes era suficiente para que o interesse ficasse claro. Muitas mulheres, por outro lado, não captaram a “indireta” e simplesmente não entenderam o porquê de homens visitarem seus perfis sem deixar mensagens.

É evidente que há também muitos casos em que são as mulheres que esperam que os homens entendam seus “sinais” e que pensem como elas. Vejo muitas dizerem que estão saindo com alguém que conheceram no site e, embora estejam bastante interessadas, sempre esperam que eles telefonem. Muitas vezes o que acontece é que, passado um tempo, eles param de ligar e o contato se interrompe. Nestes casos, minha impressão quase sempre é a de que o fato de elas não telefonarem soa, para os homens, como indiferença ou desinteresse. Para quê, então, continuar telefonando para uma mulher desinteressada? Com este raciocínio, eles simplesmente param de ligar. Elas ficam sem entender o que aconteceu, não percebendo o quanto colaboraram para o mal-entendido que sequer percebem que ocorreu.

Dito tudo isto, o que fazer para evitar os indesejáveis mal-entendidos e melhorar as possibilidades de encontrar um amor? Minha sugestão é muito simples: evite “indiretas”, seja claro(a) e explícito(a)! Se você se interessou pelo perfil, declare seu interesse. Se gostou do encontro, diga que gostou. Se está com vontade de ligar, ligue. Não espere que ele(a) perceba o que você está pensando ou sentindo sem que você diga. Não tenha medo de se manifestar. Descomplique as coisas, pois é da simplicidade que vem o que há de mais valioso: o amor.

“Descomplicar as coisas é a maneira mais fácil de fazê-las acontecerem” (Autor desconhecido).

Este artigo foi escrito por:

Dra. Mariana Santiago de Matos
Psicóloga

Currículo

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Sobre reanjinha211

Psicóloga clínica em São Paulo. Especialista em psicossomática psicanalítica.
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