Você gosta de falar mal dos outros? Teste se não é baixa autoestima

28/03/2011 – 19h45

Você gosta de falar mal dos outros?

Há uma grande diferença entre ser crítico e ter fama de rancoroso e invejoso. É isso que aprendemos no livro “Autoestima Já!”, escrito por uma das mais respeitadas mentoras da Europa, Mia Törnblom. Ela mesma enfrentou uma depressão, se viciou em drogas na juventude e trabalhou duro para transformar sua vida, estudar psicologia e fortaleceu sua autoestima. Atualmente, ajuda atletas, empresários, artistas e dependentes químicos com técnicas de orientação pessoal que libertam as pessoas de suas crenças limitadoras. Leia um trecho de “Autoestima Já!”, no qual a autora auxilia no diagnóstico de um indivíduo com problemas de autoaceitação. * Sinais de baixa autoestima Você deprecia os outros e fala mal deles o tempo todo. Quando a arrogância começa a transparecer, é um sinal claro de que sua autoestima está cambaleando. A necessidade de brilhar e se sentir superior aos demais se origina no fato oposto: na verdade, você se sente inferior. Uma pessoa que gosta de si mesma e se trata com amor e respeito também se responsabiliza por tratar os outros da mesma maneira. Se você gosta de si mesmo e sente orgulho de quem é e do que faz, raramente, ou nunca, precisará depreciar e julgar as outras pessoas. Não vai se comparar aos outros nem competir o tempo todo. Aceitará que é bom no que faz, mesmo que alguém apareça e seja melhor do que você. Você faz coisas para provar aos outros que é capaz, em vez de fazer o que realmente quer. Frequentemente, escolhemos fazer o que achamos que os outros esperam de nós, em vez do que realmente queremos fazer. O desejo de provar que somos capazes se revela de diferentes maneiras. Podemos fazer sexo mesmo quando não estamos no clima, ou aceitar propostas sexuais que na verdade achamos repulsivas.Provamos que temos a coragem de ficar bêbados, ou talvez até tomemos uma droga que nos apavora. Dizemos “sim”, mas não queremos dizer “não”. Há muitas histórias de vidas infelizes em que as crianças seguiram obedientemente o caminho traçado por seus pais, em vez de, já adultos, escolher uma carreira que permitisse florescer seus talentos e personalidades. A mulher que insiste em ter uma casa completamente limpa e perfeitamente administrada apenas para impressionar as visitas é outro exemplo de motivação externa. Você se sente uma fraude e pensa que logo será desmascarado Quando descrevo a diferença entre autoestima e autoconfiança para pessoas de cargos importantes ou que têm muito poder e responsabilidade, tenho um truque em particular. Para explicar a baixa autoestima, normalmente digo: “Sabe a sensação que você tem quando pensa ‘Droga, eu não devia estar aqui. Logo alguém descobrirá que eu não daria conta nem se fosse um estagiário. Perceberão que não tenho ideia do que estou fazendo e tudo vai pelos ares a qualquer momento?'” Esse medo terrível de ser exposto como uma fraude a qualquer instante nada mais é do que um sinal de baixa autoestima. Você sempre se compara aos outros e só é bom contanto que ninguém seja melhor Pense um pouco: quantas vezes você que era muito bom em uma coisa? Até parecer uma pessoa que é melhor. De repente, nos sentimos sem valor algum. Ao ficarmos no número quatro de uma escala cujo valor máximo é cinco, caímos para o número dois se o cinco aparecer. É muito cansativo, e a situação não melhora em nada com a cultura dos “dez melhores” que floresceu por todas as partes. Mas somos pessoas, não mercadorias. Não podemos ser medidos e qualificados como produtos de um mercado. O valor humano é muito diferente do valor das mercadorias. Se alguém for melhor do que eu em uma área em particular, deve haver outras áreas em que eu seja melhor que ele. Talvez seja melhor professora, ou ouvinte, ou tome decisões mais rapidamente, e por que não melhor em ser eu mesma? Todo mundo que conhecemos é melhor do que nós em alguma coisa. Se sempre nos compararmos dessa maneira, conhecer pessoas novas se tornará difícil. Você pensa que é feio e acredita que seria mais feliz se fosse bonito Esse aviso não precisa de comentário meu. A felicidade vem de dentro, não importa o quão clichê isso possa parecer. É verdade. Além disso, você ficará mais atraente se estiver feliz e gostar de si mesmo. Eu pareço mais jovem hoje do que há nove anos. A vida pesada que tinha, junto com a culpa, vergonha e autodepreciação, me fizeram parecer velha e acabada. É claro que não há nada de errado em querer estar o melhor possível. É divertido se arrumar, isso deixa você feliz. Mas se não trabalhar o que está dentro, nunca sentirá um prazer verdadeiro em relação à sua aparência.

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Sobre reanjinha211

Psicóloga clínica em São Paulo. Especialista em psicossomática psicanalítica.
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