Bons companheiros: decisões acertadas dependem do parceiro ideal

Bons companheiros: decisões acertadas dependem do parceiro ideal

Psicologia | 15/10/2010


Tags: , ,


Uma
pesquisa conjunta feita por pesquisadores da Universidade College
London, no Reino Unido, e da Universidade Aarhus, da Dinamarca, mostrou
que parceiros em sintonia podem chegar a conclusões similares sobre os
mesmos problemas, mas apenas se ambos respeitarem a opinião um do outro.

O
estudo, liderado por Chris Frith e Neils Bohr, chegou à conclusão de
que duas cabeças pensam melhor do que uma, mas apenas quando os
parceiros são igualmente competentes – têm o mesmo nível de
conhecimento do problema – e podem argumentar de forma aberta sobre
suas discordâncias.

Como indivíduos, as pessoas são, normalmente, bastante eficientes
combinando diferentes informações sensoriais para decidir
cuidadosamente sobre qual decisão tomar. Por exemplo, combinar
informações visuais e sonoras, para determinar a velocidade de um
carro. Mas e quando a decisão a ser tomada depende de um consenso entre
duas pessoas? É possível que ambas decidam focar as mesmas informações
para tomar suas decisões?

“Quando estamos tentando resolver um problema e trabalhamos em
equipes, cada um tem uma opinião e é preciso estar atento a todas
elas”, diz Bahador Bahrami, outro pesquisador envolvido no estudo. “Em
nossa pesquisa tentamos descobrir se as informações de uma pessoa são
realmente completadas pelas informações de outra pessoa e se isso
melhora a performance na resolução de uma problemática.”

A coleta de dados para o estudo foi feita com voluntários que
trabalharam em pares para resolver jogos eletrônicos de laboratório
(desenvolvidos especialmente para a pesquisa). Esses pares deveriam
responder aos estímulos eletrônicos e a resposta deveria ser um
consenso entre ambos.

A média de acerto dos pares se mostrou melhor que as médias
individuais. Nesse ponto, os pesquisadores validaram a máxima de que
duas cabeças pensam melhor do que uma. Outros dois experimentos
adicionais, entretanto, foram feitos. O que se observou foi que as
melhoras dependiam de como as decisões eram tomadas: quando os
parceiros tinham grande afinidade verbal, ou seja, articulavam suas
decisões e convenciam o parceiro ou então eram maleáveis o suficiente
para aceitar o ponto de vista do outro, os resultados eram
surpreendentemente mais altos. Apenas dar ordens – decidir pelo
parceiro –, entretanto, não era nada eficaz.

Em algumas situações específicas a parceria também se mostrou
ineficaz para a melhora das médias de acerto. Experimentos em que um
dos parceiros foi sabotado pelos pesquisadores – era influenciado por
uma informação propositalmente errada – levavam a uma sucessão de
erros. Após alguns erros o segundo parceiro deixava de considerar as
opiniões do parceiro sabotado e isso levava à irritabilidade mútua e
erros cada vez mais crescentes.

“O sucesso de uma parceria depende do convencimento da outra pessoa
sobre sua competência. Decisões em comum simplesmente são totalmente
falhas quando se tem a impressão de que a outra pessoa é um fardo a ser
carregado”, explica Frith. “As decisões baseadas na consulta de
evidências feita por uma pessoa que não tem informações minimamente
confiáveis são catastróficas”, completa.

com informações da Wellcome Trust Foundation

Anúncios

Sobre reanjinha211

Psicóloga clínica em São Paulo. Especialista em psicossomática psicanalítica.
Esse post foi publicado em Saúde e bem-estar. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s