Aprendendo a amar

Aprendendo a amar – Sandra Maia

Por
que para alguns é tão fácil construir e reconstruir a vida amorosa,
entrar e sair de relacionamentos, e para outros isso é tão difícil, por
vezes impossível?

Será que, ao longo das nossas vidas, realmente investimos no
aprendizado da arte de amar? Quando estamos amando nos permitimos viver
ou continuamos com o freio de mão puxado esperando a casa cair?

Contribuímos para que tudo fique cada vez melhor ou provocamos o que
menos queremos – o fim? Ficamos porque encontramos o amor ou porque
estamos dependentes? Saímos porque não faz bem ou por medo de nos
aprisionar, nos entregar?

Muito o que aprender

Pois é, caro(a) leitor(a), quanto mais se passam os
anos, mais vejo que há muito a aprender sobre essa arte. E para
começar, como qualquer outra matéria, entender os diferentes tipos de
amor – dos saudáveis aos doentios – faz uma grande diferença.

Compreender os atalhos, as distorções, as neuroses nos faz mais
realistas sobre o que queremos e não queremos. O que podemos ou não
incluir nas nossas vidas. Faz-nos ver com clareza a diferença entre
querer e precisar… Sim, porque, por vezes, queremos algo que não
precisamos…

Você consegue se lembrar de algo, alguma história, algum momento em
que deixou de lado a intuição e baseou-se no entorno, no que os outros
acham, no que os outros queriam para você? Acredite, grande parte das
nossas decisões tem como base o medo, a ilusão, o ego, a vaidade… E,
nesses casos, infelizmente, não há sustentação para a construção de
qualquer vínculo duradouro.

Escolhas conscientes

Exercer o amor – colocá-lo em prática – é mesmo a
única forma de aprendizado. O caminhar, você sabe, se faz caminhando.
Então, fica aqui mais um convite à reflexão: será que temos consciência
da maneira como escolhemos nos relacionar?

Está claro, dentro da nossa percepção, nossos padrões de
comportamento e escolha? Vale analisar com carinho e, para tanto, basta
olhar para trás e traçar um fio com as histórias ou história
experimentadas.

Qual o tipo de amor que damos? Qual o tipo de amor temos recebido de
volta? O que provocamos no outro? O que fazemos conosco? Estamos
felizes? Completos? Íntegros? Vivemos a nossa verdade, o nosso self,
nos permitimos ser quem realmente somos?

Estamos vivendo um amor simbiótico daqueles que nos tiram a vida, o
fôlego? Vivemos uma história de possessividade? Uma relação com base em
dor e sofrimento? Conseguimos ultrapassar tudo isso e, nos entregamos a
relações saudáveis nas quais – há troca, respeito, gentileza, decisão?

Qual a escolha?

Ela impacta diretamente na nossa qualidade de vida.
E, quando escuto histórias de casais que vivem a relação com base numa
guerra, num thriller, numa violência sem fim, me pergunto: Será mesmo
essa a relação? É dessa forma que o amor acontece?

Não creio. Toda vez que ouço esses relatos sempre me vem à cabeça
uma questão interna: a falta de auto-estima. A falta de autopercepçao.
A falta de amor próprio. Lembra-se da frase “ama ao outro como ama a ti
mesmo”? O traço de uma relação saudável, plena de amor, começa na forma
como nos relacionamos conosco, com nossos sonhos, nossa essência,
nossos valores.

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Sobre reanjinha211

Psicóloga clínica em São Paulo. Especialista em psicossomática psicanalítica.
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