Ninguém fica sem querer

Por Sandra Maia . 18.05.10 – 14h49

Ninguém fica sem querer

Será
mesmo? Pense em você. Você fica com quem não quer? Você fica onde não
quer estar? Conhece alguém que age dessa forma? Atitude versus discurso
– o que você escolhe prestar atenção? Qual é o seu foco? O que te
interessa, ou melhor, o que te toca – palavras ou o saber que ele (a)
estará lá, toda vez que precisar? Qual a sua escolha? Qual a tônica da
sua história?

Nos relacionamentos, é
importante ficar atento à atitude – que quer sempre dizer mais do que
qualquer discurso… Estar, ficar, querer, desejar, sentir – tudo isso
não dá para contar, tem mesmo é que viver… É isso! sentir, viver,
experimentar… E, se funciona para nós, funciona para o outro.

Nos dias de hoje,  ninguém se
obriga ao que não agrada. Buscamos prazer, amor, construir relações, e
isso demanda crescimento interno, disponibilidade, capacidade de
sonhar, coragem para enfrentar todos os percalços que a relação traz,
força para agir..

Chances
Então, que tal dar uma chance ao outro, aos outros, àqueles que nos
amam? Eles nem sempre estão mentindo. Não são dissimulados. Não são
enlouquecidos e, o mais legal de toda essa história, podem estar
falando a verdade ou ainda internalizando o acontecido para então se
abrir.

Será que você está aberto (a)
para ouvir? Será que aprendeu a abrir os ouvidos? Escutar com o
coração? Compreender com a alma? Será que estamos prontos para acolher
tudo o que esse nosso parceiro sente enquanto ficamos por aí, buscando
pelo em ovo e sofrendo por um desamor que não é real?

Afinal, ele (a) está do seu
lado? Quando estão juntos está inteiro? É intenso? É para você? Explica
tudo o que aconteceu em detalhes? Você ouve? Pense bem em você, no que
sente e faz – pesando sentimentos como insegurança, falta de
autoconfiança, etc.

Pense bem. O telefone pode
mesmo ter quebrado, a bateria arriado, a gasolina acabado. Ele (a) pode
realmente estar só com os amigos, pode ter decidido ficar sozinho e
isso não quer dizer nada. Não quer dizer que não o (a) ama.

Compartilhar
Para nós humanos, por vezes fica difícil externar o que sentimos. Basta
entrar no YouTube e analisar vídeos de gatinhos, cachorros e qualquer
outro animal para aprender com eles a se mostrar, a compartilhar o que
sente.

Nós, pobres mortais com os
cinco sentidos, pelo jeito, não aprendemos a tocar e a ser tocados.
Perdemos o toque da sedução, do ouvir, do degustar, do olhar… Deixamos
de lado os sentidos e só o que fazemos é escutar o outro com nosso
filtro, nossa insegurança, nossas incertezas…

E, então – bomba – não há
relação que agüente, não há outro que suporte… Exemplos positivos e
negativos não faltam… Tenho uma amiga que é muito bonita. Namora um
rapaz tão belo quanto. Juntos, fazem um casal mais que diferenciado –
sabe daqueles que chamam a atenção? Pois é, eles são assim!

A questão é que ele possui
amigos, saem juntos para beber, para conversar, para ver o futebol,
falar da vida, se divertir. E ela, embora já esteja na relação há mais
de um ano, ainda não conseguiu entender que isso não deveria interferir
em nada na construção da relação que possuem.

E então – o que faz? Tenta de
todas as formas acorrentá-lo. Segue, persegue, questiona, estraga
qualquer possibilidade de paz e, por mais incrível que pareça,  ao
invés de cuidar de si mesma para o amor, quebra o clima, emburrece,
oprime e enfeia…

Difícil para ela compreender.
Não, ele não estava procurando outras mulheres, não estava paquerando,
não estava escondendo nada – estava apenas fazendo o que gosta com os
amigos que gosta, no timing que possui.

Complexo

Somos mesmo imperfeitos e, infelizmente, precisamos perder para
aprender… Você já viveu uma história assim? Já se perdeu por amor? Já
perdeu seu amor? A única certeza que tenho é que – doa o quanto doer –
tudo passa… Outras histórias, outros amores, outras escolhas…

Com o tempo, ganhamos
autoconfiança e passamos a acreditar em nós, no nosso poder de seduzir,
na nossa forma de amar, na nossa força e, nesse sentido,  compreendemos
que, sim, podemos acreditar no outro!

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Sobre reanjinha211

Psicóloga clínica em São Paulo. Especialista em psicossomática psicanalítica.
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