Hipocondria, o transtorno que gera muito sofrimento – Artigo Volich

Hipocondria, o transtorno que gera muito sofrimento

 

 

Caracterizada
como uma preocupação exagerada da pessoa com seu estado de saúde, a
hipocondria é conhecida desde o século 4 a.C. Os primeiros estudos
sobre esse transtorno foram realizados por Hipócrates, o pai da
Medicina, que o associou à melancolia. A maioria das pessoas que sofre
de hipocondria apresenta tendência a depressão e ansiedade.

O
hipocondríaco acredita que possui pelo menos uma doença física grave,
progressiva e com sintomas determinados, ainda que exames laboratoriais
e consultas com vários médicos assegurem que nada exista. Para Rubens
Volich, psicólogo e psicanalista, autor do livro Hipocondria: impasses
da alma, desafios do corpo, o transtorno é uma forma de o homem Médicos
tendem a não se interessar pelas queixas

Para os hipocondríacos,
a crença de que há algo errado com o seu corpo interfere no dia a dia,
causa angústia e depressão. Segundo Joel Rennó Júnior, doutor em
Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP), nesses casos, a
doença imaginária provoca um sofrimento verdadeiro.

"Há situações
em que o quadro perdura por anos devido à falta de interesse dos
profissionais de saúde pelas queixas do hipocondríaco", afirma o
médico, acrescentando que a hipocondria não é considerada doença pela
Organização Mundial da Saúde (OMS), porque não apresenta um conjunto
claro de sintomas.

Rennó Júnior adverte que o problema pode ser
tão preocupante a ponto de hipocondríacos insistirem que estão doentes
e convencerem os médicos, que cedem às queixas. Segundo o médico, a
hipocondria pode ser tratada com psicoterapia e uso de antidepressivos
e ansiolíticos (tranquilizantes). O especialista deve investigar a
possível concomitância com outros transtornos de ansiedade, como o
pânico ou a depressão. Mas muitos hipocondríacos resistem à ideia de
consultar um psiquiatra e partem para a automedicação, que pode levar a
intoxicações e efeitos colaterais.

Já a Síndrome de Munchausen é
uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva,
deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças,
com a intenção de obter cuidados médicos e de enfermagem. A pessoa
afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção,
tratamento e simpatia. O paciente com Munchausen sabe que está
exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.

Segundo
o psicanalista, quando a pessoa passa a se sentir doente sem motivo, é
possível entender o problema como um pedido de atenção. Volich
acrescenta que o ideal seria o médico perguntar sobre a história de
vida desse paciente para descobrir, possivelmente, que as queixas
nasceram de uma experiência marcante e mal resolvida. (Informações do
jornal do Senado)

 

O medo constante de adoecer

O
psicólogo Rubens Volich relata que o termo hipocondria vem do grego
hypochóndrion – o hipocôndrio –, que reveste a cavidade gástrica,
abrigando intestinos, estômago e baço. De acordo com a teoria dos
humores, de Hipócrates, a hipocondria estava associada à melancolia,
considerada uma doença nervosa com origens no hipocôndrio.

Volich
descreve os pacientes com sinais de hipocondria como aqueles que
demonstram medo constante de adoecer, contaminar-se ou desenvolver uma
doença grave. Segundo ele, a hipocondria se manifesta em 3% a 4% de
todos os pacientes que procuram um consultório, com uma leve
predominância da incidência entre os homens. A manifestação do
transtorno é reconhecida na adolescência e passa a ser mais frequente a
partir da quarta ou quinta década de vida.

O médico Rodrigo
Marot, especialista em Psiquiatria pelo Instituto Philippe Pinel, do
Rio de Janeiro, diferencia o hipocondríaco daquelas pessoas que passam
por uma doença grave e, após se restabelecerem, ficam sensibilizadas
com o ocorrido, preocupando-se demais. Segundo o psiquiatra, nesses
casos, se uma consulta ou novo exame descartarem o recrudescimento da
doença e o paciente tranquilizar-se, não se trata de hipocondria.
(Informações do jornal do Senado)

 

 

Médicos tendem a não se interessar pelas queixas

Para
os hipocondríacos, a crença de que há algo errado com o seu corpo
interfere no dia a dia, causa angústia e depressão. Segundo Joel Rennó
Júnior, doutor em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo (USP),
nesses casos, a doença imaginária provoca um sofrimento verdadeiro.

"Há
situações em que o quadro perdura por anos devido à falta de interesse
dos profissionais de saúde pelas queixas do hipocondríaco", afirma o
médico, acrescentando que a hipocondria não é considerada doença pela
Organização Mundial da Saúde (OMS), porque não apresenta um conjunto
claro de sintomas.

Rennó Júnior adverte que o problema pode ser
tão preocupante a ponto de hipocondríacos insistirem que estão doentes
e convencerem os médicos, que cedem às queixas. Segundo o médico, a
hipocondria pode ser tratada com psicoterapia e uso de antidepressivos
e ansiolíticos (tranquilizantes). O especialista deve investigar a
possível concomitância com outros transtornos de ansiedade, como o
pânico ou a depressão. Mas muitos hipocondríacos resistem à ideia de
consultar um psiquiatra e partem para a automedicação, que pode levar a
intoxicações e efeitos colaterais.

Já a Síndrome de Munchausen é
uma doença psiquiátrica em que o paciente, de forma compulsiva,
deliberada e contínua, causa, provoca ou simula sintomas de doenças,
com a intenção de obter cuidados médicos e de enfermagem. A pessoa
afetada exagera ou cria sintomas nela mesma para ganhar atenção,
tratamento e simpatia. O paciente com Munchausen sabe que está
exagerando, enquanto o hipocondríaco acredita que está doente de fato.
(Informações do jornal do Senado)

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Sobre reanjinha211

Psicóloga clínica em São Paulo. Especialista em psicossomática psicanalítica.
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